31 de out. de 2018

Finados, a celebração da esperança cristã


A celebração do dia de Finados é uma oportunidade para fazermos uma reflexão sobre a vida

A nova vida, recebida no Batismo, não está sujeita à corrupção nem ao poder da morte. Para quem vive em Cristo, a morte é a passagem da peregrinação terrena à pátria do Céu, onde o Pai acolhe a todos os filhos, “de toda nação, raça, povo e língua” (Apocalipse 7,9).
É muito significativo e apropriado que, depois da festa de Todos os Santos, a Igreja nos faça celebrar a comemoração de Todos os Fiéis Defuntos. Segundo a liturgia da Igreja, para os que crêem a vida não é tirada, mas transformada.
No Corpo místico de Cristo, as almas dos fiéis se encontram e superam a barreira da morte, rezando umas pelas outras, realizando na caridade um íntimo intercâmbio de dons. Nessa dimensão de fé, compreendemos a prática de oferecer pelos falecidos orações de sufrágio, de maneira especial a Santa Missa – memorial da Páscoa de Cristo que abriu aos que têm fé em Cristo a vida eterna.
Os primeiros vestígios de uma comemoração coletiva de todos os fiéis defuntos são encontrados em Sevilha (Espanha), no séc. VII, e em Fulda (Alemanha), no séc. IX. O verdadeiro fundador da festa, porém, é Santo Odilon, abade de Cluny (França). A festa propagou-se rapidamente por todo estado francês e pelos países nórdicos. Foi escolhido o dia 2 de novembro para ficar perto da comemoração de todos os santos.
Muitos documentos dos primeiros séculos da Igreja nos garantem esta prática. Por exemplo, a Didaqué (ou Doutrina dos 12 Apóstolos), do ano 100, já mandava oferecer orações pelos mortos. Nas Catacumbas de Roma os cristãos rezavam sobre o túmulo dos mártires suplicando a sua intercessão diante de Deus. Tertuliano (†220), Bispo de Cartago, afirmava que a esposa roga pela alma de seu esposo e pede para ele refrigério, e que volte a reunir-se com ele na ressurreição; oferece sufrágio todos os dias aniversários de sua morte (De monogamia, 10).
Nos seus ensinamentos, o Papa João Paulo II ensinou-nos que “a Igreja do Céu, a Igreja da Terra e a Igreja do Purgatório estão misteriosamente unidas nessa cooperação com Cristo para reconciliar o mundo com Deus.” (Reconciliatio et poenitentia, 12) João Paulo ainda nos ensinou que “… os vínculos de amor que unem pais e filhos, esposas e esposos, irmãos e irmãs, assim como os ligames de verdadeira amizade entre as pessoas, não se perdem nem terminam com o indiscutível evento da morte. Os nossos defuntos continuam a viver entre nós, não só porque os seus restos mortais repousam no cemitério e a sua recordação faz parte da nossa existência, mas sobretudo porque as suas almas intercedem por nós junto de Deus” (02/11/94).
A celebração do dia de Finados é uma oportunidade para fazermos uma reflexão sobre a vida. Ela terminará para todos nós aqui neste mundo, é apenas uma questão de tempo. Além disso, para a eternidade não poderemos levar nada de material. Levaremos apenas o bem que tivermos feito para nós e para os outros. Logo, deve ser uma tomada de consciência de que ser feliz e viver bem não quer dizer acumular tesouros, prazeres ou glórias, mas fazer o bem e preparar uma vida eterna com Deus.
Texto: Canção Nova

23 de out. de 2018

Assessores da Infância e Adolescência Missionária, participam de encontro no Vicariato Cabo


A Obra da Infância e Adolescência Missionária (IAM) tem como finalidade suscitar o espírito missionário universal nas crianças, desenvolvendo-lhes o protagonismo na solidariedade e na evangelização e, por meio delas, em todo o Povo de Deus: "Crianças ajudam e evangelizam crianças". São crianças em favor de outras crianças.
Tomando como exemplo a vida de Jesus e de seus discípulos, a Infância e Adolescência Missionária tem em Maria, a mãe de Jesus, uma fiel testemunha da autêntica ação evangelizadora. Inspira-se também em São Francisco Xavier e Santa Teresinha do Menino Jesus, Padroeiros das Missões. Ambos viveram ardentemente o carisma missionário universal, doando suas vidas pelo anúncio do Evangelho.
No vicariato Cabo, a IAM está presente em várias paróquias, as crianças são acompanhada por assessores preparados e fiéis ao espírito missionário da Igreja. No sábado (03\11) haverá uma encontro de formação para novos e antigos assessores, será no Abrigo São Francisco de 8h30 às 12h.
Serviço:
Encontro de Formação para Assessores da IAM
Local: Abrigo São Francisco de Assis
Data: Sábado, 03 de novembro
Horário: 8h30 às 12h
Inscrições: 99627-8537

Garanta já sua cartela na secretaria paroquial e com os membros do Conselho de Pastoral Paroquial.


22 de out. de 2018

Coordenadores da Pastoral da Comunicação do Vicariato Cabo se reúnem domingo (04\11)




Como já lembra o presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais do Vaticano, Dom Claudio Celli, "o desafio da Igreja hoje é dialogar com esta nova cultura digital. Não se trata de utilizar internet para evangelizar, mas evangelizar na internet, porque a Web é um lugar vital, uma realidade na qual vivem e habitam muitas pessoas", é neste objetivo que no próximo dia 04 de novembro (domingo), às 9h os coordenadores da pastoral da comunicação (Pascom) das paróquias do Vicariato Cabo, se reúnem nos estúdios da Web Rádio Vicariato Cabo, para planejar as atividades da referida comissão para 2019, que contemplará os 4 eixos da Pascom de acordo com o Diretório Nacional da Pascom: formação, espiritualidade, articulação e produção.
Serviço:

Reunião da Comissão de Comunicação do Vicariato Cabo
Data: 4 de novembro de 2018
Local: Centro Social Armínio Guilherme – Centro do Cabo
Horário: 9h

Comunidade de São Judas, celebra padroeiro



Refletindo o tema, “Fiel Apostolo, intercedei pelos leigos”, a comunidade de São Judas Tadeu, situada no centro do Cabo, festeja com todas as comunidades, grupos, movimentos seu querido padroeiro, de 25 à 28 de outubro, as celebrações acontecerão na Capela do Livramento sempre às 19h, já o enceramento domingo (28), a procissão sairá às 15h30 da referida capela em direção a no na Igreja Matriz onde acontecerá a Missa Solene em honra do querido apóstolo.
Conheça mais sobre São Judas:

São Judas Tadeu, nasceu em Caná de Galiléia, na Palestina. Era filho de Alfeu (ou Cleofas) e Maria Cleofas. O pai, Alfeu, era irmão de São José e a mãe, prima-irmã de Maria Santíssima. Portanto, Judas Tadeu era primo-irmão de Jesus, tanto pela parte do pai como da mãe. Um de seus irmãos, Tiago, também foi chamado por Jesus para ser apóstolo. Era chamado de Tiago Menor para diferenciar do outro apóstolo Tiago que, por ser mais velho que o primeiro, era chamado de Maior. Judas Tadeu tinha quatro irmãos: Tiago, José, Simão e Maria Salomé.
O relacionamento da família de Judas Tadeu com o próprio Jesus Cristo, pelo que se consegue perceber na Bíblia é o seguinte: Alfeu (Cleofas) era um dos discípulos a quem Jesus apareceu no caminho de Emaús, no dia da ressurreição. Maria Cleofas, uma das piedosas mulheres que tinham seguido a Jesus desde a Galiléia e permaneceram ao pé da cruz, no Calvário, junto com Maria Santíssima . Dos irmãos dele, Tiago foi um dos doze apóstolos, que se tornou o primeiro bispo de Jerusalém. José, apenas conhecido como o Justo. Simão foi o segundo bispo de Jerusalém, após Tiago. E Maria Salomé, a única irmã, foi mãe dos apóstolos Tiago Maior e João evangelista. É de se supor que houve muita convivência de Judas Tadeu com o primo e os tios. Essa fraterna convivência, além do parentesco, pode ter levado são Marcos a citar Judas e os irmãos como irmãos de Jesus (Mc 6,3).
A Bíblia trata pouco de Judas Tadeu. Mas, aponta o seguinte: Judas Tadeu foi escolhido por Jesus, para apóstolo. Quando os evangelhos nomeiam os doze escolhidos, consta sempre Judas ou Tadeu entre a relação. O livro dos Atos dos Apóstolos também se refere a ele (At 1,13). É citado especialmente nas Escrituras no episódio da santa Ceia, na quinta-feira santa, narrado por João evangelista (Jo 14,22). Nesta oportunidade, quando Jesus confidenciava aos apóstolos as maravilhas do amor do Pai e lhes garantia especial manifestação de si próprio, Judas Tadeu não se conteve e perguntou: ‘Mestre, por que razão hás de manifestar-te só a nós e não ao mundo?’ Jesus lhe respondeu afirmando que teriam manifestação dele todos os que guardassem sua palavra e permanecessem fiéis a seu amor. Sem dúvida, nesse fato, Judas Tadeu demonstra sua generosa compaixão por todos os homens, para que se salvem todos.
São Mateus e São Marcos citam-no com o nome de Tadeu, como se estivessem temerosos de usar o primeiro nome, já evitando a possível confusão com o nome do renegado traidor.
Mesmo assim a confusão se fez, e por muitos anos esse grandioso condutor da palavra divina ficou esquecido dos devotos, Até mesmo aqueles que procuravam deturpar a pureza de Maria agarravam-se na história de Judas Tadeu para sacrilegamente usar o termo ‘irmão’, como um pejorativo, contra a mais pura das mulheres.
A vida de São Judas Tadeu
Depois que os Apóstolos receberam o Espírito Santo, no Cenáculo em Jerusalém, iniciaram a construção da Igreja de DEUS, com a evangelização dos povos. São Judas iniciou sua pregação na Galiléia. Depois viajou para a Samaria e outras populações judaicas. Tomou parte no primeiro Concílio de Jerusalém, realizado no Ano 50. A seguir, foi evangelizar na Síria, Armênia e Mesopotâmia (atual Pérsia), onde ganhou a companhia de outro apóstolo, Simão, o ‘zelote’, que evangelizava no Egito.
A pregação e o testemunho de São Judas Tadeu e seus companheiros, foi realizado de modo enérgico e vigoroso, pedindo ao povo que destruíssem os falsos ídolos e aceitassem Jesus Cristo no coração, atraindo e cativando os pagãos e povos de outras religiões que se converteram ao cristianismo, quando foram alvo da inveja dos feiticeiros. Isso provocou a fúria invejosa de falsos pregadores, de feiticeiros e de ministros pagãos, que conseguiram incitar parte da população contra São Judas Tadeu e São Simão que foram trucidados a golpes de machado, no dia 28 de outubro do ano 70. Aráduas, cidade pertencente a Pérsia, foi o local do martírio de São Judas São Judas escolheu o martírio que o levaria à vida Eterna.
Certa vez, Santa Brígida estava orando, quando teve uma visão de Jesus. Este lhe disse: ‘Invocai com grande confiança ao meu apóstolo Judas Tadeu. Prometo socorrer a todos quantos por seu intermédio a mim recorrerem’.
São Judas Tadeu mostrou que sua adesão a JESUS CRISTO era completa e incondicional, testemunhando sua fé com doação da própria vida.
São Jerônimo nos assegura que o Apóstolo pregou e evangelizou Edessa, bem como em toda Mesopotâmia (Pérsia).
Devido ao seu martírio, São Judas Tadeu é representado em suas imagens segurando um livro, simbolizando a palavra que anunciou, e uma machadinha, o instrumento de seu martírio.
Suas relíquias atualmente são veneradas na Basílica de São Pedro, em Roma.
Santa Gertrudes e São Bernardo de Claraval entre muitos outros Santos, também foram fervorosos cultivadores do culto a SÃO JUDAS TADEU. Santa Gertrudes escrevendo sua biografia, conta que JESUS lhe apareceu aconselhando invocar São Judas Tadeu, até nos ‘casos mais desesperados’. A partir de então, cresceu a fé do povo na especial intercessão do Santo, principalmente nos ‘casos impossíveis’.
No texto grego São JUDAS é chamado LEBEU que significa: ‘LEB’ – CORDATO, BONDOSO, OU CORAJOSO. TADEU porém, vem da palavra siria ‘THAD’ que quer dizer: MISERICORDIOSO, BENIGNO.
Fonte: Canção Nova

Serviço:
Festa de São Judas Tadeu
Data: 25 à 18 de outubro de 2018
Local: Capela de Nossa Senhora do Livramento (próximo a Igreja Matriz)
Horário: 19h
Mais informações: 3521-9933
Pascom Santo Antônio - Cabo




16 de out. de 2018

Arquidiocese de Olinda e Recife, encerra Semana Missionária




Entre os dias 07 a 14 de outubro várias paróquias da arquidiocese de Olinda e Recife realizaram a Semana Missionária cada uma com uma programação própria de acordo com a sua realidade, momento forte da presença da Igreja na vida do povo e no testemunho dos leigos que estiveram visitando bairros que alto índice de violência e de pobreza material e espiritual, colégios, hospitais, postos de saúde, celebrações em praças públicas, procissões, ações sociais, tudo abraçado com muito ardor missionários pelas pastorais, grupos, movimentos e comunidades que junto com o conselho missionário, a juventude missionária e a Infância e Adolescência Missionária, fizeram da semana missionária um momento importante para o povo que sentiram a misericórdia de Deus como canal de graça e chamamento para reavivar a amizade com Cristo e a Igreja. As redes sociais estiveram coloridas de registros a cada dia das ações realizadas por cada paróquia, e como fruto já muitos testemunhos de famílias que aderiram ao projeto de “Igreja em saída” sendo sinal da presença missionária da Igreja nos lugares mais distantes e difíceis.
Para o encerramento no ultimo domingo (14) cada paróquia preparou uma celebração onde ficou expresso a alegria e gratidão de todos por este tempo especial vivido com maior intensidade nesta semana e que deve permanecer nas comunidades e nas famílias como fruto deste grande momento pedido pela arquidiocese e abraço com muito ardor pelas paróquias.
Texto: Ir. Josevânia Alves
Fotos:  Luiz Correia - Pascom Vicariato Cabo

29 de mai. de 2017

Paróquia Santo Antônio festeja padroeiro da cidade



 Com o tema, “Santo Antônio, arauto do Evangelho e fiel discípulo da Virgem Maria”,  a Paróquia de Santo Antônio, no Cabo, celebra a 395ª edição da festa do padroeiro da cidade, um dos mais queridos e invocados santo no mundo inteiro. As festividades tem início do dia 01 de junho às 18h30, com a procissão da Bandeira saindo da Capela do Sagrado Coração de Jesus, na Charnequinha em direção a Igreja Matriz, onde durante as 13 noites, os fiéis recitarão às 18h o Terço e às 19h, a Missa com sacerdotes convidados e logo após, os devotos participarão  do momento cultural, com quermeses e apresentação de músicos e bandas com forró pé-de-serra, apresentação de quadrilhas e muitas outras atrações.
Serviço:
Festa de Santo Antônio – Padroeiro do Cabo de Sto. Agostinho
Data: 01 a 13 de junho de 2017
Horário: 19h
Local: Igreja Matriz de Santo Antônio – Centro do Cabo
Mais informações: 81 - 3521-9933

Protetor dos pobres, o auxílio na busca de objetos ou pessoas perdidas, o amigo nas causas do coração. Assim é Santo Antônio de Pádua, frei franciscano português, que trocou o conforto de uma abastada família burguesa pela vida religiosa. “Doutor da Igreja”, “Martelo dos Hereges”, “Doutor Evangélico”, “Arca do Testamento”, “Santo de todo o mundo” – são alguns dos títulos com que os Soberanos Pontífices honraram aquele cuja vida foi, no dizer de um de seus biógrafos, um milagre contínuo.
É o santo dos milagres, tal a quantidade de fatos extraordinários e sobrenaturais, obtidos através de sua oração, que acompanhavam a sua pregação. Sua língua está miraculosamente conservada em Pádua, há 775 anos. A sua devoção no Brasil foi uma rica herança dos portugueses.
Natural de Lisboa onde nasceu em 15 de agosto 1195, Ele era o filho único herdeiro dos nobres Martinho de Bulhões e Teresa Taveira, o futuro santo recebeu no batismo o nome de Fernando. De boa índole, inclinado à piedade e às coisas santas, sua formação espiritual e intelectual foi confiada aos cônegos da Catedral de Lisboa por seu pai, oficial no exército de D. Afonso. Reservado, Fernando preferia a solidão das bibliotecas e dos oratórios às discussões religiosas.
Segundo alguns de seus biógrafos, na adolescência Fernando foi acometido por violenta tentação contra a pureza. Para aplacá-la, estando na catedral, o jovem traçou uma cruz com os dedos, numa coluna de mármore, ficando nela impressa como em cera. Avaliando nessa ocasião os perigos que corria, o adolescente quis entrar para o mosteiro de São Vicente de Fora, dos Clérigos Regulares de Santo Agostinho, nos arredores da capital portuguesa, quando contava 19 anos de idade.
Ali permaneceu dois anos, findos os quais, por ser muito procurado por parentes e amigos, pediu aos superiores que o transferissem para o mosteiro Santa Cruz de Coimbra, casa-mãe do Instituto.
Foi ordenado sacerdote em 1220. Frei Fernando, entretanto, almejava abraçar um gênero de vida mais perfeito e mais de acordo com suas íntimas aspirações.
Transferência para a Ordem Franciscana
Quando chegaram a Coimbra os restos mortais dos cinco protomártires franciscanos, que deram sua vida pela Fé no Marrocos, Frei Fernando sentiu imenso desejo de imitá-los, vertendo também seu sangue por Cristo.
Um dia, no verão de 1220, quando dois franciscanos foram ao seu mosteiro pedir esmola, Frei Fernando perguntou-lhes se, passando ele para sua Ordem, o enviariam à terra dos mouros para lá sofrer o martírio. Eles deram resposta afirmativa. No dia seguinte, depois de obter, a duras penas, autorização de seu Superior, mudou-se para o eremitério franciscano, onde se tornou um filho de São Francisco de Assis.
Frei Fernando mudou então seu nome para o do onomástico do eremitério, Antonio, que ele imortalizaria.
Conforme o combinado, Frei Antonio foi enviado no fim desse mesmo ano à África. Entretanto não estava nos planos da Providência que ele ilustrasse a Igreja como mártir, mas com suas pregações e santa vida.
Assim, chegando ao continente africano, foi atacado de terrível doença, que o reteve no leito por longo período. Os superiores decidiram que, para curar-se, Frei Antonio deveria voltar a Portugal.
Guiado pela mão da Divina Providência.
A mão da Providência, no entanto, desejava-o em outro campo de luta. O navio em que estava o convalescente, levado pela tempestade, foi parar nas costas da Itália, onde o santo encontrou abrigo em Messina, na Sicília. Lá soube que o seráfico São Francisco havia convocado um Capítulo em Assis, para maio de 1221. Antonio poderia, enfim, ver o pai e fundador dos franciscanos e contemplar sua angélica virtude.
Naquela grande assembléia o Provincial da Romênia resolveu levá-lo consigo. Homem de oração, Santo Antônio (que se tornou santo porque dedicou toda a sua vida para os mais pobres e para o serviço de Deus.) sentiu a necessidade de se retirar para um local afastado e ali sentir Deus.
Frei Antonio obteve dele licença para permanecer no eremitério do Monte Paulo a fim de entregar-se ao isolamento e à contemplação. Ali viveu como eremita; partilharam desta mesma idéia alguns dos seus companheiros de hábito Franciscano. O quarto onde dormia era simples, teciam a própria roupa, faziam os serviços mais humildes. Foi um período de aproximadamente um ano.
Entretanto a mão de Deus velava sobre ele, e chegou o tempo em que aquela luz deveria brilhar para o bem do mundo inteiro.
Inicia a vida apostólica como grande Pregador
Foi enviado a Forli com alguns franciscanos e dominicanos que deveriam receber as ordens sacras. O Padre guardião do convento em que se hospedavam pediu que algum dos presentes dissesse algo para a glória de Deus e edificação dos demais. Um a um, foram todos escusando-se por não estarem preparados. Restava Antonio. Sem muita convicção, o Superior mandou-lhe então que falasse, à falta dos demais.
Era a primeira vez que Antonio falava em público, e então viu-se a maravilha: de sua boca saíram palavras de fogo, demonstrando profundo conhecimento teológico e das Escrituras, tudo exposto com uma lógica, clareza e concisão que conquistou a todos.
Entusiasmado, o Guardião comunicou aquele sucesso ao Provincial, que transmitiu a notícia a São Francisco. O Poverello mandou então que Frei Antônio estudasse teologia escolástica para dedicar-se à pregação. Pouco depois, em vista de seus progressos, ordenou-lhe S. Francisco que trabalhasse na salvação das almas. Era o ano 1222.
Força irresistível de suas palavras.
Segundo seus biógrafos, ele tinha um exterior polido, gestos elegantes e aspecto atraente. Sua voz era forte, clara, agradável, e sua memória feliz. A essas vantagens, juntava uma ação cheia de graça.
Entretanto, seu traço característico, o milagre constante de sua existência, é a força incontestável de sua pregação, o poder de sua voz sobre os corações e as inteligências.
Quando ele fulminava os vícios e as heresias — das quais o mundo estava então extremamente infectado — era como uma torrente de fogo que revira tudo, e à qual ninguém pode resistir. Freqüentemente, se bem que falasse (durante o sermão) uma só língua, era entendido por pessoas de toda espécie de países. Daí seu sucesso extraordinário, tanto na Itália quanto na França. Por isso, o Provincial o encarregou da ação apostólica contra os hereges na região da Romanha e no norte da Itália quando se tornou extraordinário pregador popular.
Após alguns anos de frade itinerante, foi nomeado, por carta, por São Francisco, o primeiro Leitor de Teologia da Ordem. Mas, este magistério de teologia para os franciscanos de Bolonha demorou pouco porque o Papa mobilizou todos os pregadores dominicanos e franciscanos para combater a heresia albigense na França. Por isso, passou três anos, lecionando, pregando e fazendo milagres no sul da França – Montpellier, Toulouse, Lê Puy, Bourges, Arles e Limoges.
Os Milagres.
As multidões acorriam, e até os comerciantes fechavam suas lojas para ir ouvi-lo; a cidade e toda a redondeza literalmente paravam. Sendo pequenas as igrejas para tanta gente — às vezes chegavam a juntar-se até 30 mil pessoas num só sermão — ele falava nas praças públicas. Quando terminava, “era necessário que alguns homens valentes e robustos o levantassem e protegessem das pessoas que vinham beijar-lhe a mão e tocar-lhe o hábito”. O número de sacerdotes que o acompanhavam era pequeno para depois ouvirem as confissões dos que, tocados por seu sermão, queriam emendar-se de vida.
Seus sermões eram seguidos de milagres como não se viam desde o tempo dos Apóstolos. Praticamente não havia coxo, cego ou paralítico que, depois de receber sua bênção, não ficasse são. Numa ocasião converteu 22 ladrões, que por curiosidade foram ouvi-lo. O número de hereges por ele convertidos não tem fim.
Pregação aos peixes para confundir os indiferentes.
Um dos milagres mais conhecidos de Santo Antonio foi sua pregação aos peixes. Na cidade italiana em Rimini ao norte da Itália, os hereges impediam o povo de ir aos seus sermões. Algumas pessoas correram na frente de Antônio e preveniram o povo daquela cidade afirmando que o frei era mentiroso e falso.
Durante seu sermão, o povo se mantinha indiferente. Então, apelou para o milagreabandonando seus ouvintes, foi pregar à beira-mar. Milhares de peixes de vários tipos e tamanhos puseram a cabeça fora da água para ouvir o santo. Antônio elogiou a participação dos peixes na história da salvação. Assim daria uma lição ao povo do vilarejo, e alguns que viram o acontecimento, tinham sido testemunha, para o restante da população. Este milagre invadiu a cidade com entusiasmo e os hereges ficaram envergonhados.
Santo Antonio foi cognominado “Martelo dos Hereges”, porque a heresia não teve inimigo mais formidável. Sua mais antiga biografia, conhecida pelo nome de Assídua, relata: “Dia e noite tinha discussões com os hereges; expunha-lhes com grande clareza o dogma católico; refutava vitoriosamente os preceitos deles, revelando em tudo ciência admirável e força suave de persuasão que penetrava a alma dos seus contrários”.
O testemunho na presença real de Jesus na Santíssima Eucaristia.
Um herege negava a Presença Real no Santíssimo Sacramento. Para acreditar, dizia, queria um milagre.
E propôs o seguinte:
Deixaria sua mula sem comer durante três dias. Depois disso, oferecer-lhe-ia feno e aveia, e Frei Antonio a Hóstia consagrada. Se a besta deixasse a comida para ir adorar a Hóstia, ele creria, disse.
Isso foi feito diante de toda a cidade.
E a mula faminta, tendo que escolher entre o alimento e o respeito à Hóstia consagrada, foi ajoelhar-se diante desta, que o santo Antônio segurava nas mãos.
Desde a mais tenra infância Antonio fora devoto de Nossa Senhora, e Ela várias vezes o socorreu. Um dia, por exemplo, em que o demônio não podia mais suportar o bem que o santo fazia, agarrou-o pelo pescoço tão violentamente, que o enforcava. Antonio mal pôde balbuciar as palavras da antífona a Nossa Senhora, “O Gloriosa Domina”. No mesmo instante o demônio fugiu apavorado. Recomposto, Antonio viu a seu lado a Rainha do Céu resplandecente de glória.
O Menino Jesus.
Certa vez Frei Antônio se hospedou na casa de uma família muito amiga. A noite o dono da casa percebeu uma luz tão forte que vinha do quarto de Antônio que não poderia ser das velas. Vencido pela curiosidade levantou-se e foi espiar. O que viu? Antônio com o menino Jesus no colo. O menino, tendo os bracinhos enlaçados ao redor do pescoço do frade. Conversavam amigavelmente.
A Morte de santo Antônio
Em 1229, foi morar com os seus irmãos franciscanos, perto de Pádua, no convento de Arcella, em Camposampiero. Antônio estava muito doente. Tinha hidropisia.
Apos as pregadas da Quaresma de 1231, sentiu-se cansado e esgotado. Precisava de repouso. Os frades fizeram para ele um quarto em cima de uma árvore, mas mesmo assim o povo o procurava e Antônio já muito debilitado falava ao povo de cima de uma nogueira em Camposampiero.
Decidiram então levá-lo a Pádua. (Pádua está situada na Região de Veneto, norte da Itália, rica em belezas naturais, obras de arte e arquitetura. Antiga cidade universitária que possui uma ilustre história acadêmica).
Agasalharam o frei e colocaram em um carro puxado por bois. A viagem era longa. Antônio foi piorando. Pararam em um povoado que havia um convento franciscano. Antônio piorava, precisava ficar sentado pois sofria de falta de ar. Recebeu os sacramentos e se despediu de todos e ainda cantou o bendito: "Ó Virgem gloriosa que estais acima das estrelas..." Depois ergueu os olhos para o céu e disse "Estou vendo o Senhor". Pouco depois morreu. Era dia 13 de junho de 1231. Frei Antônio tinha 36 anos de idade.
Imediatamente as crianças de Pádua saíram espontaneamente pelas ruas gritando: “O santo morreu! O santo morreu!”. Ao mesmo tempo, em Lisboa, sua cidade natal, os sinos puseram-se a repicar por si sós, e o povo saiu às ruas. Somente mais tarde é que souberam do ocorrido.
Santo Antônio é o santo padroeiro dos casamentos.
A Canonização de SANTO ANTÔNIO.
Foi tanta a repercussão de sua morte e tantos os milagres, que, onze meses após sua morte, é canonizado pelo Papa Gregório IX em 1232; Foi o processo mais rápido da história da igreja .
Em 1263, quando seu corpo foi exumado, sua língua estava intacta e continua intacta até hoje, numa redoma de vidro, na Basílica de Santo Antônio, em Pádua, onde estão seus restos mortais.
Em 1946 é oficialmente proclamado Doutor da Igreja por Pio XII, sendo-lhe atribuído o epíteto de Evangélico pelo vasto conhecimento das Sagradas Escrituras patente nos seus Sermões.

Novo Grupo da IAM é implantado na Paróquia Santo Antônio

No dia que antecede a 5ª Jornada Nacional da IAM (27\05\2017) nossa paróquia implantou mais um grupo da Infância e Adolescência Missionária, deste vez no centro do Cabo, o grupo desde o dia 27 de agosto de 2016 se reúne para conhecer a Obra.

Infância e Adolescência Missionária da Paróquia Santo Antônio celebra 5ª Jornada Nacional






O mês de maio é um mês importante e significativo para a Infância e Adolescência Missionária (IAM). No dia 19 esta Obra completa 174 anos de fundação. A comemoração no Brasil será marcada pela 5ª Jornada Nacional da IAM no último domingo do mês, dia 28, com o tema: IAM do Brasil a serviço da missão na Oceania.


Nesta 5ª Jornada as crianças e adolescentes do Brasil estarão em comunhão com a Oceania, Continente representado pela cor azul por ser formado por mais de 10 mil ilhas banhadas pelos oceanos Índico e o Pacífico. Por isso o Cartaz da 5ª Jornada destaca o azul com as ondas que recordam a água, uma realidade predominante na Oceania.

Em todo o Brasil grupos de pequenos grandes missionários se preparam com carinho para este dia especial que acontece nas dioceses, paroquias ou comunidades.
Na paróquia Santo Antônio – Cabo, a IAM da comunidade São Francisco, irá celebrar no sábado (27) este importante marco e renovar sua consagração durante a Missa na Capela do Abrigo São Francisco, às 16h30, onde receberão os lenços com as cores dos continentes e no domingo, (28), realizarão um grande “Bate Lata” no Bairro São Francisco, onde estarão chamando atenção da população sobre a importância dos Biomas e o cuidado com o planeta. Os grupos de IAMs se reúnem no Abrigo São Francisco todas as quintas-feira sempre às 16h30 e estão abertos a mais participantes.
Ir. Josevânia Alves
Fonte de pesquisa: garotadamissionaria.blogspot.




MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA O 51ª DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

Pascom do Vicariato Cabo

Tema: «“Não tenhas medo, que Eu estou contigo” (Is 43, 5). 
Comunicar esperança e confiança, no nosso tempo»
[28 de maio de 2017]
Graças ao progresso tecnológico, o acesso aos meios de comunicação possibilita a muitas pessoas ter conhecimento quase instantâneo das notícias e divulgá-las de forma capilar. Estas notícias podem ser boas ou más, verdadeiras ou falsas. Já os nossos antigos pais na fé comparavam a mente humana à mó da azenha que, movida pela água, não se pode parar. Mas o moleiro encarregado da azenha tem possibilidades de decidir se quer moer, nela, trigo ou joio. A mente do homem está sempre em ação e não pode parar de «moer» o que recebe, mas cabe a nós decidir o material que lhe fornecemos (cf. Cassiano o Romano, Carta a Leôncio Igumeno).
Gostaria que esta mensagem pudesse chegar como um encorajamento a todos aqueles que diariamente, seja no âmbito profissional seja nas relações pessoais, «moem» tantas informações para oferecer um pão fragrante e bom a quantos se alimentam dos frutos da sua comunicação. A todos quero exortar a uma comunicação construtiva, que, rejeitando os preconceitos contra o outro, promova uma cultura do encontro por meio da qual se possa aprender a olhar, com convicta confiança, a realidade.
Creio que há necessidade de romper o círculo vicioso da angústia e deter a espiral do medo, resultante do hábito de se fixar a atenção nas «notícias más» (guerras, terrorismo, escândalos e todo o tipo de falimento nas vicissitudes humanas). Não se trata, naturalmente, de promover desinformação onde seja ignorado o drama do sofrimento, nem de cair num otimismo ingénuo que não se deixe tocar pelo escândalo do mal. Antes, pelo contrário, queria que todos procurássemos ultrapassar aquele sentimento de mau-humor e resignação que muitas vezes se apodera de nós, lançando-nos na apatia, gerando medos ou a impressão de não ser possível pôr limites ao mal. Aliás, num sistema comunicador onde vigora a lógica de que uma notícia boa não desperta a atenção, e por conseguinte não é uma notícia, e onde o drama do sofrimento e o mistério do mal facilmente são elevados a espetáculo, podemos ser tentados a anestesiar a consciência ou cair no desespero.
Gostaria, pois, de dar a minha contribuição para a busca dum estilo comunicador aberto e criativo, que não se prontifique a conceder papel de protagonista ao mal, mas procure evidenciar as possíveis soluções, inspirando uma abordagem propositiva e responsável nas pessoas a quem se comunica a notícia. A todos queria convidar a oferecer aos homens e mulheres do nosso tempo relatos permeados pela lógica da «boa notícia».
A boa notícia
A vida do homem não se reduz a uma crónica asséptica de eventos, mas é história, e uma história à espera de ser contada através da escolha duma chave interpretativa capaz de selecionar e reunir os dados mais importantes. Em si mesma, a realidade não tem um significado unívoco. Tudo depende do olhar com que a enxergamos, dos «óculos» que decidimos pôr para a ver: mudando as lentes, também a realidade aparece diversa. Então, qual poderia ser o ponto de partida bom para ler a realidade com os «óculos» certos?
Para nós, cristãos, os óculos adequados para decifrar a realidade só podem ser os da boa notícia: partir da Boa Notícia por excelência, ou seja, o «Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus» (Mc 1, 1). É com estas palavras que o evangelista Marcos começa a sua narração: com o anúncio da «boa notícia», que tem a ver com Jesus; mas, mais do que uma informação sobre Jesus, a boa notícia é o próprio Jesus. Com efeito, ao ler as páginas do Evangelho, descobre-se que o título da obra corresponde ao seu conteúdo e, principalmente, que este conteúdo é a própria pessoa de Jesus.
Esta boa notícia, que é o próprio Jesus, não se diz boa porque nela não se encontra sofrimento, mas porque o próprio sofrimento é vivido num quadro mais amplo, como parte integrante do seu amor ao Pai e à humanidade. Em Cristo, Deus fez-Se solidário com toda a situação humana, revelando-nos que não estamos sozinhos, porque temos um Pai que nunca pode esquecer os seus filhos. «Não tenhas medo, que Eu estou contigo» (Is 43, 5): é a palavra consoladora de um Deus desde sempre envolvido na história do seu povo. No seu Filho amado, esta promessa de Deus – «Eu estou contigo» – assume toda a nossa fraqueza, chegando ao ponto de sofrer a nossa morte. N’Ele, as próprias trevas e a morte tornam-se lugar de comunhão com a Luz e a Vida. Nasce, assim, uma esperança acessível a todos, precisamente no lugar onde a vida conhece a amargura do falimento. Trata-se duma esperança que não dececiona, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações (cf. Rm 5, 5) e faz germinar a vida nova, como a planta cresce da semente caída na terra. Visto sob esta luz, qualquer novo drama que aconteça na história do mundo torna-se cenário possível também duma boa notícia, uma vez que o amor consegue sempre encontrar o caminho da proximidade e suscitar corações capazes de se comover, rostos capazes de não se abater, mãos prontas a construir.
A confiança na semente do Reino
Para introduzir os seus discípulos e as multidões nesta mentalidade evangélica e entregar-lhes os «óculos» adequados para se aproximar da lógica do amor que morre e ressuscita, Jesus recorria às parábolas, nas quais muitas vezes se compara o Reino de Deus com a semente, cuja força vital irrompe precisamente quando morre na terra (cf. Mc 4, 1-34). O recurso a imagens e metáforas para comunicar a força humilde do Reino não é um modo de reduzir a sua importância e urgência, mas a forma misericordiosa que deixa, ao ouvinte, o «espaço» de liberdade para a acolher e aplicar também a si mesmo. Além disso, é o caminho privilegiado para expressar a dignidade imensa do mistério pascal, deixando que sejam as imagens – mais do que os conceitos – a comunicar a beleza paradoxal da vida nova em Cristo, onde as hostilidades e a cruz não anulam, mas realizam a salvação de Deus, onde a fraqueza é mais forte do que qualquer poder humano, onde o falimento pode ser o prelúdio da maior realização de tudo no amor. Na verdade, é precisamente assim que amadurece e se entranha a esperança do Reino de Deus, ou seja, «como um homem que lançou a semente à terra. Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina e cresce» (Mc 4, 26-27).
O Reino de Deus já está no meio de nós, como uma semente escondida a um olhar superficial e cujo crescimento acontece no silêncio. Mas quem tem olhos, tornados limpos pelo Espírito Santo, consegue vê-lo germinar e não se deixa roubar a alegria do Reino por causa do joio sempre presente.
Os horizontes do Espírito
A esperança fundada na boa notícia que é Jesus faz-nos erguer os olhos e impele-nos a contemplá-Lo no quadro litúrgico da Festa da Ascensão. Aparentemente o Senhor afasta-Se de nós, quando na realidade são os horizontes da esperança que se alargam. Pois em Cristo, que eleva a nossa humanidade até ao Céu, cada homem e cada mulher consegue ter «plena liberdade para a entrada no santuário por meio do sangue de Jesus. Ele abriu para nós um caminho novo e vivo através do véu, isto é, da sua humanidade» (Heb 10, 19-20). Através «da força do Espírito Santo»,podemos ser «testemunhas»e comunicadores duma humanidade nova, redimida, «até aos confins da terra»(cf. At 1, 7-8).
A confiança na semente do Reino de Deus e na lógica da Páscoa não pode deixar de moldar também o nosso modo de comunicar. Tal confiança que nos torna capazes de atuar – nas mais variadas formas em que acontece hoje a comunicação – com a persuasão de que é possível enxergar e iluminar a boa notícia presente na realidade de cada história e no rosto de cada pessoa.
Quem, com fé, se deixa guiar pelo Espírito Santo, torna-se capaz de discernir em cada evento o que acontece entre Deus e a humanidade, reconhecendo como Ele mesmo, no cenário dramático deste mundo, esteja compondo a trama duma história de salvação. O fio, com que se tece esta história sagrada, é a esperança, e o seu tecedor só pode ser o Espírito Consolador. A esperança é a mais humilde das virtudes, porque permanece escondida nas pregas da vida, mas é semelhante ao fermento que faz levedar toda a massa. Alimentamo-la lendo sem cessar a Boa Notícia, aquele Evangelho que foi «reimpresso» em tantas edições nas vidas dos Santos, homens e mulheres que se tornaram ícones do amor de Deus. Também hoje é o Espírito que semeia em nós o desejo do Reino, através de muitos «canais» vivos, através das pessoas que se deixam conduzir pela Boa Notícia no meio do drama da história, tornando-se como que faróis na escuridão deste mundo, que iluminam a rota e abrem novas sendas de confiança e esperança.
Vaticano, 24 de janeiro – Memória de São Francisco de Sales – do ano de 2017.
Franciscus

14 de mar. de 2017

03 Anos da Hora da Graça


Amanhã (quarta-feira, 15) celebraremos 03 anos da #HoraDaGraça em nossa paróquia. Venha celebrar conosco!
Transmissão ao vivo pela http://webradiovicariatocabo.org/

Mons. Josivaldo Bezerra celebra 19 anos de Ordenação Sacerdotal



Na próxima segunda-feira (20), a paróquia Nossa Senhora da Apresentação da Escada celebra 19 anos de Ordenação Sacerdotal de seu pároco e vigário episcopal, Mons. Josivaldo Bezerra, e junto a essa data, o vicariato celebra 06 anos de implantação, um importante marco na hitória da Igreja de nossa arquidiocese, a Solene Concelebração Eucarística será às 19h30 na Igreja Matriz (Escada), onde representantes de todas as paróquias estarão presentes. A região episcopal foi a primeira a ser instituída pelo arcebispo metropolitano de Olinda e Recife, Dom Antônio Fernando Saburido (20\03\2011) que nomeou Mons. Josivaldo José Bezerra, vigário episcopal do referido vicariato que é o maior em extensão territorial, (Vicariatos: Cabo, Boa Viagem, Igarassu, Jardim São Paulo, Olinda, Soledade, Vázea e Vitória) todos juntos formam a Arquidiocese de Olinda e Recife. Após a crianção do Vicariato, já foram eregidas 04 paróquias, Nossa Senhora Rainha da Paz (Pontezinha), Cristo Rei (Cohab – Cabo), Nossa Senhora do Desterro (Porto de Galinhas) e Sagrado Coração de Jesus (Jaguaribe – Escada), contando atualmente com 12 paróquias e  10 comissões (vida e família, comunicação, caridade justiça e paz, catequese, dízimo, laicato, ação missionária e cooperação intereclesial, consagrados, educação e liturgia).